... “DEFICIÊNCIA”: A REALIDADE E A... FANTASIA
Alguém já disse que deficiente é o astrólogo que está sem a luneta. Na realidade podemos por extensão considerar uma deficiência, toda situação onde o indivíduo não consegue ou não tem meios de desempenhar determinada atividade comum aos seus pares.
Como já dissemos, a deficiência na sua forma mais genérica é determinada pela boa ou má relação com o meio onde se vive. Assim é que num determinado contexto onde inexiste a força da gravidade-onde as pessoas se locomovem flutuando a falta de uma perna ou até mesmo das duas, a rigor não se configura como uma deficiência, até pelo contrário poderia ser uma vantagem.
Podemos então falar de deficiência real, onde limites reais e bem definidos impostos por uma sequela limitante, com os quais o portador de uma deficiência terá de conviver. Por outro lado, falamos também numa deficiência, imaginária onde os limites são mais frutos de uma fantasia mórbida do que uma realidade dura e cruel, com veremos de forma clara no depoimento abaixo:
JOÃO CARLOS: “Precisamos também perceber, que existem “deficiências” que não são cientificamente definidas como tal, e, paralisam muito mais as pessoas”
Explicitando melhor o problema vem o depoimento a seguir, em relação a um a atividade específica:
MARILENE: “Eu tenho duas pernas e dois braços perfeitos e não consigo praticar esporte, que tanto desejo. É uma deficiência neste campo”
Como podemos perceber alguns entraves, geralmente gerados por processos educativos errados e não motivadores, causam também “deficiências” invisíveis, é claro, mas nem por isso menos frustrantes para quem as possuem. Geralmente o medo pelo “fracasso” num mundo extremamente competitivo é o grande causador de inúmeras “deficiências”. A consciência disto faz com que CLAUDIA sintetize em seu depoimento, muito bem, o objetivo que deveria nortear todo um processo de uma boa reabilitação.
CLAUDIA: “A deficiência poderá deixar de ser considerada como tal, na medida em que se conseguir levar a pessoa a se realizar em áreas em que ela possa desempenhar com competência e prazer”.
Podemos então inferir que existe uma grande diferença entre ser portador de uma deficiência e se sentir com uma deficiência. Exemplo mais evidente desta afirmação vem do fato que pessoas procuram mais, não a funcionalidade do aparelho auxiliar (órteses, próteses, etc.), mas a sua aparência externa. Outro fato marcante é a constante, fuga de situações, onde apesar da deficiência não atrapalhar , ela fica em evidência. Assim muitos amputados não vão à praia. Conheço um caso de uma pessoa amputada do membro inferior abaixo do joelho, portanto com uma marcha muito boa, escondeu tanto o fato, que seu filho, de 20 anos de idade, desconhecia a situação do pai.
A tendência excessiva, tanto da negação quanto da sua dramatização, leva a grandes distorções da realidade, dificultando ainda mais a reabilitação e reintegração, digamos pacífica do portador de deficiência ao seu meio. Podendo transformar uma deficiência “leve” em uma deficiência grave, as vezes até em uma invalidez.
O que acontece é que cada pessoa reage de formas diferentes, em situações análogas e por falta de uma boa orientação, tende-se, mais a padronizar reações negativas condicionadas por fatores sociais, do que pelo fato em si. Assim como toda deficiência é socialmente estigmatizante, o individuo portador de uma deficiência se sente automaticamente estigmatizado tendendo a partir deste fato ter seus sentimentos e comportamentos comprometidos. Assim uma mínima anormalidade, por falta de bons trabalhos de reabilitação, pode vir a se tornar uma incapacidade, com prejuízos pessoais e sociais de monta.
Alguém já disse que deficiente é o astrólogo que está sem a luneta. Na realidade podemos por extensão considerar uma deficiência, toda situação onde o indivíduo não consegue ou não tem meios de desempenhar determinada atividade comum aos seus pares.
Como já dissemos, a deficiência na sua forma mais genérica é determinada pela boa ou má relação com o meio onde se vive. Assim é que num determinado contexto onde inexiste a força da gravidade-onde as pessoas se locomovem flutuando a falta de uma perna ou até mesmo das duas, a rigor não se configura como uma deficiência, até pelo contrário poderia ser uma vantagem.
Podemos então falar de deficiência real, onde limites reais e bem definidos impostos por uma sequela limitante, com os quais o portador de uma deficiência terá de conviver. Por outro lado, falamos também numa deficiência, imaginária onde os limites são mais frutos de uma fantasia mórbida do que uma realidade dura e cruel, com veremos de forma clara no depoimento abaixo:
JOÃO CARLOS: “Precisamos também perceber, que existem “deficiências” que não são cientificamente definidas como tal, e, paralisam muito mais as pessoas”
Explicitando melhor o problema vem o depoimento a seguir, em relação a um a atividade específica:
MARILENE: “Eu tenho duas pernas e dois braços perfeitos e não consigo praticar esporte, que tanto desejo. É uma deficiência neste campo”
Como podemos perceber alguns entraves, geralmente gerados por processos educativos errados e não motivadores, causam também “deficiências” invisíveis, é claro, mas nem por isso menos frustrantes para quem as possuem. Geralmente o medo pelo “fracasso” num mundo extremamente competitivo é o grande causador de inúmeras “deficiências”. A consciência disto faz com que CLAUDIA sintetize em seu depoimento, muito bem, o objetivo que deveria nortear todo um processo de uma boa reabilitação.
CLAUDIA: “A deficiência poderá deixar de ser considerada como tal, na medida em que se conseguir levar a pessoa a se realizar em áreas em que ela possa desempenhar com competência e prazer”.
Podemos então inferir que existe uma grande diferença entre ser portador de uma deficiência e se sentir com uma deficiência. Exemplo mais evidente desta afirmação vem do fato que pessoas procuram mais, não a funcionalidade do aparelho auxiliar (órteses, próteses, etc.), mas a sua aparência externa. Outro fato marcante é a constante, fuga de situações, onde apesar da deficiência não atrapalhar , ela fica em evidência. Assim muitos amputados não vão à praia. Conheço um caso de uma pessoa amputada do membro inferior abaixo do joelho, portanto com uma marcha muito boa, escondeu tanto o fato, que seu filho, de 20 anos de idade, desconhecia a situação do pai.
A tendência excessiva, tanto da negação quanto da sua dramatização, leva a grandes distorções da realidade, dificultando ainda mais a reabilitação e reintegração, digamos pacífica do portador de deficiência ao seu meio. Podendo transformar uma deficiência “leve” em uma deficiência grave, as vezes até em uma invalidez.
O que acontece é que cada pessoa reage de formas diferentes, em situações análogas e por falta de uma boa orientação, tende-se, mais a padronizar reações negativas condicionadas por fatores sociais, do que pelo fato em si. Assim como toda deficiência é socialmente estigmatizante, o individuo portador de uma deficiência se sente automaticamente estigmatizado tendendo a partir deste fato ter seus sentimentos e comportamentos comprometidos. Assim uma mínima anormalidade, por falta de bons trabalhos de reabilitação, pode vir a se tornar uma incapacidade, com prejuízos pessoais e sociais de monta.

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