sexta-feira, 26 de março de 2010

CLASSE SOCIAL COMO...

... FATOR DE DIFERENCIAÇÃO

Existem portadores de deficiência e PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS, muito embora essas duas expressões signifiquem a mesma coisa, eu as diferencio porque, a classe econômica a que pertencem é que vai dar o tom das dificuldades de adaptação do portador de uma seqüela limitante. Assim o portador de uma mesma seqüela pode ter mais ou menos dificuldades de se adaptar a sua nova vida.
Sabemos que num país como o nosso, com disparidades econômicas monstruosas, uma seqüela limitante influi e de forma substancial na capacidade de sobrevivência do individuo. Assim um trabalhador braçal,sempre de uma classe social baixa, que sofre um acidente com consequências limitantes, ele se encontrará posteriormente numa situação precária, pois não conseguirá mais emprego e ficará dependendo do sistema de previdência social que como sabemos é de má a péssima qualidade. É um PORTADOR DE DEFICIÊNCIA.
Enquanto isso, aquele indivíduo que possa sofrer o mesmo tipo de acidente, com o mesmo tipo de seqüela e que pertença a uma classe social mais alta e que tenha conseguido estudar melhor, passa a ter suas necessidades especiais muito bem atendidas e terá sua adaptação a nova vida muito facilitada e com sua sobrevivência totalmente garantida, sem pressões terá tempo suficiente a um bom processo de reabilitação. Conseguirá então com certa facilidade uma recolocação numa atividade mais adequada a sua nova condição. É um PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS.
É por isso que eu afirmo que primeiro temos um DEFICIENTE ou PORTADOR DE DEFICIÊNCIA. Será sempre um deficiente para desempenhar sua função. Enquanto no segundo caso teremos, um PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS, que quando supridas, TERÁ facilidade em encontrar o seu ligar ideal de trabalho ou então como vemos abaixo:
MARIZA: “Meu problema físico é ruim, né? Mas o que fazer, Deus quis assim, então é para ser assim, né?...Não trabalho, não adianta....Antes eu trabalhava , mas sem registro”
Percebe-se no, depoimento, acima muita resignação, e tendo como justificativa motivos religiosos, próprios das camadas mais populares. Respostas ou colocações como estas foram muito comuns durante todo o trabalho de implantação do PROJETO DE REABILITAÇÃO SIMPLIFICADA NA CIDADE DE RIO CLARO-SP, patrocinado pelo MOBRAL-SP. Este tipo de comportamento é de um atavismo considerável, o que dificulta qualquer ação proposta a partir de arcabouços científicos puramente teóricos no campo das deficiências, que, aliás, em termos de Brasil são escassos.
É preciso ter em mente que o individuo das classes sociais mais baixas, além da deficiência pessoal apresenta também uma deficiência anterior que é a deficiência social, com tudo o que também é limitante, como o analfabetismo, a desnutrição e outros. Assim sendo, esta pessoa, com certeza terá dificuldades de acesso a um serviço de reabilitação mínimo necessário quanto mais aos métodos mais modernos de reabilitação com toda a sua tecnologia utilizada nos aparelhos auxiliares tão necessários a uma verdadeira reintegração social, cujo custos são elevados até para os padrões de uma classe mediana.
Outro ponto muito importante a ser destacado é que geralmente, a população das camadas sociais, mais baixas geralmente habitam a periferia das cidades onde as condições ambientais são totalmente inadequadas a qualquer individuo que venha ter uma seqüela limitante. Por exemplo, um cadeirante, ou qualquer pessoa numa cadeira de rodas terá imensa dificuldade para se locomover numa casa de qualquer conjunto habitacional, construída para as classes mais baixas. Sem contar ainda, que geralmente moram em locais de ruas não pavimentadas, cuja locomoção já é difícil para uma pessoa considerada normal, imagine um portador de deficiência.
Em síntese o que pretendo demonstrar é que uma seqüela limitante só torna realmente uma deficiência ou uma deficiência se torna uma incapacidade, quando, um individuo entra em contato com o meio inadequado a sua condição. Ou seja, só existe uma deficiência na interatividade de um individuo com um meio inadequado.
Paradoxalmente a tudo que foi dito, ou existem e poderemos ver alguns “milagres”, onde alguns portadores de deficiência das camadas mais populares que após o infausto acontecido, passaram a ser o esteio da família com, melhorias na sua condição social, que embora, hajam, exceções que confirmam a regra são dignos de nota, na medida em que mostra a capacidade humana de reverter algumas situações bastante adversas em vitórias consideráveis. Porém neste caso é preciso também ficar atento, para não transformar o individuo em super-herói, o que geraria desconforto e poderia por tudo a perder. Mesmo porque a figura do super-herói na maioria das vezes não é duradoura e então geraria uma terrível frustração individual. Podemos nos recordar por exemplo da professora, que perdeu as duas pernas num acidente náutico e de uma hora transformou-se em celebridade uma verdadeira heroína, exemplo de coragem. Esteve, presente em várias mídias dando depoimentos fantásticos, era a personalidade do ano. E agora por onde anda essa senhora? O que será que aconteceu com ela? Não podemos afirmar nada, mas existe uma grande possibilidade dela ter caído no ostracismo e ter se tornado uma pessoa frustrada por causa do “esquecimento” midiático não é mesmo?
Agora mesmo nas camadas mais diferenciadas da sociedade existem aqueles que apresentam sentimentos contraditórios uma vez que ora acreditam que a deficiência trouxe uma sensação de que a vida melhorou, ora acham que uma deficiência traz em si mesma uma tristeza natural devido as limitações impostas. Creio eu, que tudo depende da postura de uma equipe interdisciplinar de reabilitação. Se a equipe mantiver uma postura coerente, e sincera a ambigüidade com certeza não aparecerá, porém o que é mais comum pelo menos na nossa cultura médica e paramédica. Vamos então ver os depoimentos abaixo:
JOÃO CARLOS: "Descobrir o que gosta de fazer é essencial para qualquer pessoa, mas para o deficiente é vital. No meu caso, por exemplo, a paraplegia abriu as portas para aquilo que gosto de fazer que, contesta o que é comum, pois era economista e não estava satisfeito com a profissão. Trabalhava meio contrariado. Após a minha deficiência, passei a ter mais liberdade para me descobrir. Eu sei que aminha paraplegia foi de fato muito paradoxal, mas é fato real e acho que existam outros casos semelhantes. Entretanto, tenho plena consciência de que para a grande maioria isto não acontece, muito pelo contrário é muito difícil mesmo. Chega a ser cruel.”
Veja que este depoimento é muito revelador, primeiro porque não é preciso ficar com uma deficiência para se descobrir e, procurar, uma atividade, mais interessante na vida. E dá a impressão de estarmos diante de um quadro similar a tão famosa Síndrome de Estocolmo, onde a vítima se torna amiga do inimigo, pois vemos o João Carlos quase defendendo a tese de que é bom tornar-se um paraplégico, porém logo a seguir no próximo depoimento, fica claro esta contradição. Vejamos:
JOÃO CARLOS: “Nunca me senti revoltado naquilo que a palavra expressa. Não no sentido de brigar com as pessoas, de brigar com a vida e de brigar comigo mesmo. A minha revolta foi sempre uma grande tristeza que eu conservo até hoje. Acho até que não exista um deficiente, que não seja triste porque não nascemos para ser deficientes, nascemos para ter liberdade física total, que todos têm.”
Nestes dois depoimentos do João Carlos temos basicamente uma síntese de como numa classe economicamente diferenciada a deficiência em alguns momentos torna-se até interessante, pois não tendo a necessidade de lutar pela a sobrevivência o portador de deficiência passa a ser o foco das atenções e isto é por si só é gratificante, mas ao mesmo tempo ele se percebe triste pois, apesar de se o foco das atenções ele se torna limitado em suas atividades de liberdade, mesmo que tenha ao seu redor um meio ambiente bastante adequado as suas condições.
Em síntese fica claro que uma seqüela limitante se torna muito mais deficiência, para o individuo economicamente menos favorecido devido as condições do seu meio inadequado e com isso a possibilidade de se tornar um coitadinho é maior enquanto a pessoa com uma mesma seqüela, mas das camadas sociais mais altas, portanto em um meio-ambiente adaptado terá uma diferença apenas podendo se tornar um super-herói, pela suas atividades consideradas como atos de superação.
Em qualquer das situações, cria-se uma situação delicada para o portador de deficiência. Os dois perdem a sua condição de ser apenas um ser humano diferente, que aliás é muito saudável, pois são as diferenças características essenciais da vida. l

sexta-feira, 12 de março de 2010

A INSTALAÇÃO DE UMA DEFICÊNCIA NA...

....TERCEIRA IDADE

A terceira idade deveria se caracterizar, em nossa sociedade, por ser uma etapa de descanso merecido. Afinal a pessoa nessa fase já contribuiu com seu trabalho para o desenvolvimento social e, portanto, nada mais justo que gozar o de um merecido e verdadeiro ócio prazeroso e bem remunerado.
O exposto acima é um sonho e ideal a ser perseguido, pois como estamos num país emergente (nos velhos e bons tempos era um país subdesenvolvido e “continua”) eufemismo de país de terceiro mundo, com as contas muito mal administradas, a maioria das pessoas nessa faixa etária, que deveria estar devidamente aposentado, ainda tem de trabalhar para complementar a sua aposentadoria, já que esta não lhe garante um padrão de vida desejado e legítimo.
Quando ocorre a instalação de uma deficiência nesta fase da vida, suas conseqüências são de certa, forma minimizadas, pela acomodação , natural da idade, mas pelo exposto acima e também por outro fatores pessoais e familiares não significa em hipótese alguma ausência de sofrimento como veremos no depoimento:
MARILENE: “o paciente mais difícil é o idoso por causa dos seus hábitos arraigados e por outros problemas de ordem clínica. ...Normalmente nosso paciente, na faixa de 55/60 anos de idade, chega após uma amputação totalmente deprimido, achando que a vida acabou; tornou-se um inválido”
Geralmente uma deficiência nesta etapa da vida abrevia a própria vida, pois a tendência natural é a de aceitar o destino natural da perenidade da existência.
Em nosso entender a reabilitação, nestes casos, deverá acontecer mais lentamente e mais focado em um objetivo por vez, sem exigir maiores esforços da pessoa com o intuito de não gerar maiores expectativas nem maiores sofrimentos, pois, sabe-se que, dificilmente voltará a desempenhar alguma atividade produtiva. Necessário sim prepará-la para um aproveitamento melhor possível do seu tempo em benefício próprio. É totalmente desaconselhável a tentativa de se esconder a realidade dos fatos, pois como sabemos o idoso, pela própria vivência é um sábio e sentirá traído com uma história mal contada, o que lhe trará mais sofrimentos.
Toda a reabilitação poderá se resumir numa orientação com apoio pessoal e familiar, no sentido de que a vida ainda poderá ser prazerosa e trazer boas novidades, apesar dos limites impostos pela deficiência. A utilização de próteses e orteses devem ser criteriosa, pois as dificuldades são muitas e não raro estes equipamentos, muito úteis aos jovens, passam a ser um transtorno a mais para o idoso, e pode significar em termos de custo pessoal e social perda de tempo e de dinheiro.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A INSTALÇÃO DE UMA DEFICÊNCIA NO...

...ADULTO

OBS: ESTE POST, É PARTE DO LIVRO “ADEFICIÊNCIA NOSSADE CADA DIA- DE COITADINHO A SUPER-HERÓI” DE MINHA AUTORIA PUBLICADA EM 1992 PELA EDITORA IGLU. PARA MELHOR ENTENDIMENTO LEIA OS POSTs MAIS ANTIGOS. DE BAIXO PARA CIMA.

O aparecimento de uma deficiência no adulto, acontece em grande parte por acidente de trabalho, não descartamos,todavia a grande onda de acidentes de trânsito, violência urbana e doenças incapacitantes.
Nestes casos podemos dizer que, pelas características sócio-econômicas do nosso país, o surgimento de uma deficiência no adulto trabalhador é quase uma sentença de invalidez. Quase uma sentença de morte social. Não é por acaso que nos países, da América Latina, nossos “hermanos”, de língua espanhola o portador de deficiência é chamado de minusvalido. Uma vez, que, sua reabilitação profissional, e, sua consequente reinserção no mercado de trabalho não passa de um ideal, a ser um dia alcançado. É bom lembrar, que este livro foi escrito em 1992, mas as mudanças ainda são mínimas apesar das leis de cotas promulgadas após esta data.
CINTIA: “O trabalhador com deficiência precisa mostrar competência acima da média para poder trabalhar”... De que forma os portadores de deficiência podem mostrar competência se nem o Estado que existe para administrar o bem comum dá espaço para o trabalhador com deficiência.”
MARIZA: “Já trabalhei em casa de família. Parei quando pedi para ser registrada e a patroa não quis atender o meu pedido porque eu era deficiente.”
JOSÉ CARLOS: “Se cada empresa reabsorvesse, por exemplo, o seu funcionário acidentado numa função compatível com a nova realidade, já estaria dando um grande passo para a solução do problema existente. O que acontece é muito injusto, o que fica às vezes 10/15 anos numa empresa e quando acontece alguma fatalidade é simplesmente afastado. Fica em casa desempregado.”
A verdade é que vivemos numa sociedade muito mal preparada para a vida como um todo e, despreparada para atividades profissionais condizente, com os dias atuais. Na maioria das vezes desempenhamos compulsoriamente atividades que não satisfazem nem do ponto de vista pessoal, nem do ponto de vista puramente econômico. Assim quando a “fatalidade”, acidente de trabalho na sua maioria é por imperícia ou falta de segurança adequada, acontece e deixa uma deficiência, que é uma sentença de invalidez, uma vez que o posto de trabalho vai estar sempre inadequado.
Acresce-se a este quadro o preconceito tão arraigado em nossa sociedade, que apesar de alguns avanços, prefere ver o portador de deficiência à distância de preferência segregado, em algumas instituições especializadas ou segregada em sua própria casa. (NR.:O SUCESSO DO TELETON, QUE NÃO HAVIA EM 1992, CUJA IDEIA NASCEU NA ARGENTINA, BEM ANTES DAQUI, MOSTRA O QUANTO O EMPRESÁRIO PREFERE CONTRIBUIR COM AS INSTITUIÇÕES DO QUE REALMENTE EMPREGAR O PORTADOR DE DEFICIÊNCIA)
A frustração pela perda da profissão é um dos maiores males que afeta o indivíduo, porque, além de perder a profissão perde a condição de se auto-determinar e de tornar-se auto-suficiente economicamente. A frustração e o desalento são proporcionais às limitações impostas ao desempenho profissional. É principalmente proporcional ao grau vocacional da escolha da profissão. Assim sofre mais o pianista que tem dois dedos amputados do que um cantor que tem sua duas pernas paralisadas, se bem que muitos artistas foram afastados da mídia pela sua deficiência caso, por exemplo, do Barreirito, que acabou perdendo o seu lugar no conhecido “TRIO PARADA DURA” . Como podemos ver o preconceito ainda é o maior empecilho ao desenvolvimento profissional de um portador de deficiência.
Passar a viver uma nova vida, e é realmente uma nova vida, é muito complicado para o trabalhador adulto com uma profissão definida, sem uma política verdadeira de reabilitação e sem uma política de reintegração social torna-se uma tarefa para super-heróis.
CARMEM: “Na, minha opinião o pior momento de vida, para ocorrência de um evento incapacitante é quando o individuo está no auge da produtividade. Quando ele já tem uma vida profissional muito ativa. A ocorrência nesta fase de vida de um mal físico ou outro qualquer faz com que ele perca ou diminua seu nível profissional. Parece que a mudança de vida por causa de uma deficiência cria um impacto muito grande , o que implica numa dificuldade muito maior de adaptação.”
Como ficou claro, pelos depoimentos, a deficiência quando ocorre na idade produtiva da pessoa traz conseqüências críticas que exigem um “começar de novo”, como diria o poeta, nada fácil para a pessoa adulta. Aqui então é mais que necessário não perder tempo, é preciso que logo no primeiro instante, ter muito bem definido seu quadro clinico e seus prognósticos a curto, médio e longo prazo, cujo qual, deve ser dada ciência a todos envolvidos, sem exceções. É preciso também detectar o mais breve possível qual será o seu potencial residual de trabalho. É enfim preciso que existam equipes interdisciplinares, competentes em todo os centros de reabilitações, com capacidade para traçar um plano de trabalho o mais rápido possível, e que estejam a mão de qualquer cidadão em condição de uma deficiência.
Torna-se fundamental relembrar que a deficiência é sempre um drama na vida de qualquer pessoa e, que quanto mais cedo ela tomar consciência do fato e de suas reais implicações por mais dolorosas que sejam, mais rapidamente teremos condições de recomeçar uma nova vida. A idéia de preservar o individuo de sofrimentos só serve para retardar todo o processo de reabilitação e reintegração social, e que, em muitos casos torna-se irremediavelmente perdido. Não é o caso do João Carlos, até por questões particulares, mas serve de exemplo quanto a demora para se dar a notícia e deixar cair a ficha sobre sua verdadeira condição:
JOAÕ CARLOS: “... Bem a descoberta da deficiência veio aos poucos. Eu sofri um acidente com 26 anos de idade e não foi de um dia para o outro que me senti deficiente não. Existiu uma primeira fase, no hospital, em que a deficiência não é problema. Você não tem nada a fazer a não ser ficar na cama imobilizado. Até aí, a deficiência não me incomodava. Estava cercado de amigos, carinhos, brincadeiras e namoradas. É tudo muito “bonito”até."
Houve o caso de uma amiga, que ficou paraplégica aos 20 anos, e, por falta de um trabalho, de apoio e orientação negava sua, condição de portadora de deficiência, andando em uma cadeira normal com rodinhas até aos seu quarenta anos. A sua real reabilitação só veio acontecer, passado vinte anos. Fato quase normal nos grotões, do nosso enorme país.
Outro depoimento esclarecedor é o do José Carlos, onde ele conta como perdeu tempo e dinheiro com operações infrutíferas
JOSÉ CARLOS: “... Os médicos iam protelando a situação, enrolando. Fiz vários exames, passei por inúmeros, especialistas até cair em mim mesmo. Mas aí, eu já tinha perdido um tempão, tinha perdido a visão realmente e, infelizmente, também tinha uma seqüela no olho esquerdo, praticamente fiquei só com 10% da visão total. E eu não tinha dado conta disso , pois usava o olho direito. Aí foi a segunda cacetada. Foi muito dramático, foi doido, não foi nada fácil mesmo.”
Fica claro então que, quanto mais o portador de deficiência se iludir e não tiver informações objetivas sobre as suas reais condições, maior é a dificuldade de se readaptar.
O mesmo acontece quando, no afã de tentar levantar a moral do cliente, profissionais falam dos milagres da tecnologia de reabilitação. Portanto fica a recomendação para que haja uma equipe inter disciplinar, que faça uma avaliação de boa acuidade e que, esclareça, todas as possibilidade reais do caso, em questão todos os envolvidos a partir da vítima, seus familiares e amigos mais próximo, afim, de poderem colaborar de forma efetiva com uma verdadeira reabilitação e reinserção no novo tipo de trabalho, para que o mesmo possa vir a ter uma nova vida produtiva e em harmonia consigo próprio.