...UM DRAMA DA FAMÍLIA E DO INDIVÍDUO
Posso afirmar sem nenhum constrangimento, e, sem o falso otimismo, muito comum entre a equipe técnica, que geralmente não fala claramente sobre o caso, que uma DEFICIÊNCIA, quando se apresenta é um drama para o individuo e para sua família, pois por menor que seja, ela com certeza irá acarretar desconfortos e IMPEDIRÁ a execução de algumas atividades corriqueiras ao cidadão comum.
É claro que não descartamos a capacidade que o homem tem de se adaptar, as mais adversas situações e que os avanços tecnológicos da medicina e de aparelhos auxiliares podem, em muito, reduzir os problemas decorrentes de uma deficiência, é preciso notar, entretanto, que estes avanços técnicos e tecnológicos estão ao alcance de poucos, pela situação financeira, do nosso país.
Vejamos então o que dizem alguns envolvidos:
WASHIGTON: “Foi muito ruim . Quando eu via as crianças correndo, eu queria correr e, não conseguia;sentia uma coisa muito ruim. Nem empinar pipa eu podia. Muitas eu queria fazer e não conseguia. Então dava uma agonia dentro da gente.”
ÉLIDA: “Se eu tivesse uma deficiência acho que desesperaria, porque sei da “inexistência” de recursos. As entidades que existem são poucas e não conseguem atender a demanda. E o atendimento quando existe não é dos melhores .“
CÍNTIA: “Não foi fácil me descobrir com deficiência. Levei TRES ANOS para ter consciência do problema que havia tido e suas conseqüências. ...Não foi de repente não, que tomei consciência de todas as coisas; de que era tornar-se uma portadora de deficiência em NOSSO PAÍS. É uma coisa muito sofrida.”
JOSÉ CARLOS: “Não foi fácil sentir-se deficientes, principalmente nos primeiros dias, por causa da equipe médica. Eles ficaram até indecisos diante da situação. Não souberam fechar o diagnóstico. Sempre se tem aquela ilusão.
CÉLIA LEÃO: ”Eu sofri um acidente, aos 19 anos de idade que me deixou: paraplégica; isto há 17 anos, tempo bastante para esquecer. No entanto, lembro que foi muito sofrido, tudo foi muito difícil. Passei alguns meses, alguns anos, pelo menos, bastante sofrida desanimada, perguntando: PORQUE EU?No começo, não foi fácil não. Foi muito difícil, Sim”
Você, ainda, acha que tudo se passa como numa Novela?
OBS: ESTE LIVRO FOI PUBLICADO 1992 E ESTÁ SENDO REVISADO AGORA NESTE BLOG
Posso afirmar sem nenhum constrangimento, e, sem o falso otimismo, muito comum entre a equipe técnica, que geralmente não fala claramente sobre o caso, que uma DEFICIÊNCIA, quando se apresenta é um drama para o individuo e para sua família, pois por menor que seja, ela com certeza irá acarretar desconfortos e IMPEDIRÁ a execução de algumas atividades corriqueiras ao cidadão comum.
É claro que não descartamos a capacidade que o homem tem de se adaptar, as mais adversas situações e que os avanços tecnológicos da medicina e de aparelhos auxiliares podem, em muito, reduzir os problemas decorrentes de uma deficiência, é preciso notar, entretanto, que estes avanços técnicos e tecnológicos estão ao alcance de poucos, pela situação financeira, do nosso país.
Vejamos então o que dizem alguns envolvidos:
WASHIGTON: “Foi muito ruim . Quando eu via as crianças correndo, eu queria correr e, não conseguia;sentia uma coisa muito ruim. Nem empinar pipa eu podia. Muitas eu queria fazer e não conseguia. Então dava uma agonia dentro da gente.”
ÉLIDA: “Se eu tivesse uma deficiência acho que desesperaria, porque sei da “inexistência” de recursos. As entidades que existem são poucas e não conseguem atender a demanda. E o atendimento quando existe não é dos melhores .“
CÍNTIA: “Não foi fácil me descobrir com deficiência. Levei TRES ANOS para ter consciência do problema que havia tido e suas conseqüências. ...Não foi de repente não, que tomei consciência de todas as coisas; de que era tornar-se uma portadora de deficiência em NOSSO PAÍS. É uma coisa muito sofrida.”
JOSÉ CARLOS: “Não foi fácil sentir-se deficientes, principalmente nos primeiros dias, por causa da equipe médica. Eles ficaram até indecisos diante da situação. Não souberam fechar o diagnóstico. Sempre se tem aquela ilusão.
CÉLIA LEÃO: ”Eu sofri um acidente, aos 19 anos de idade que me deixou: paraplégica; isto há 17 anos, tempo bastante para esquecer. No entanto, lembro que foi muito sofrido, tudo foi muito difícil. Passei alguns meses, alguns anos, pelo menos, bastante sofrida desanimada, perguntando: PORQUE EU?No começo, não foi fácil não. Foi muito difícil, Sim”
Você, ainda, acha que tudo se passa como numa Novela?
OBS: ESTE LIVRO FOI PUBLICADO 1992 E ESTÁ SENDO REVISADO AGORA NESTE BLOG

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