... ENTENDER UM PORTADOR DE UMA DEFICIÊNCIA
A grande maioria da população, bem como muitos que até trabalham com deficiências, de modo geral não sabem muito bem definir uma deficiência, muito menos as consequências, ou melhor, dizendo, a sequência de reações pessoais e familiares causada por uma seqüela, que impede o, individuo, de fazer coisas comuns a todas as pessoas ditas normais, no seu habitat natural. Foi por isso que em 1980, a Organização Mundial de Saúde, OMS, elaborou a CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE IMPEDIMENTOS, DEFICIÊNCIAS E INCAPACIDADES, classificação esta que possivelmente nunca foi bem entendida e aqui para nós no momento, não será motivo de maiores explicações.
Para mim o que de fato importa é que até hoje, passado exato 29 anos do ANO INTERNACIONAL DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA,AIPD, decretado pela Organização das Nações Unidas, ONU, a postura básica da sociedade muito pouco, mas muito pouco mudou, ousaria dizer que em alguns casos até piorou. Para valer mesmo, só o símbolo internacional do portador de deficiência, aquele que é muito pouco respeitado nas vagas de estacionamento é que ficou bastante conhecido.
Para confirmar esta tese, temos a manutenção do estigma das palavras que sintomaticamente são mudadas, o que mostra o quanto elas em pouco tempo se tornam estigmatizantes, veja que de, DEFICIENTE , passando por PORTADOR DE DEFICIÊNCIA até chegar nos dias de hoje PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS não se passaram mais do que vinte anos. Muito pouco tempo não acha? Pelo andar da carruagem chegaremos a esgotar o dicionário e não fugiremos do estigma. Tudo isto porque uma deficiência é de fato causadora de preconceitos e exclusões, numa sociedade que não admite os “muitos” diferentes, e que também não admite ser preconceituosa.
Aliás, estamos vendo isto na novela “Viver a vida”, ( não é marketing, não) onde a personagem Luciana, não pode ser ela mesma, com sua tristeza, sua depressão, seus medos, muito saudável pelo momento que está passando e ainda aceita como cuidados os preconceitos da mãe tidos como" zelo maternal". Só espero que o personagem no final da novela não venha ser salva por um método ainda não reconhecido de REGENERAÇÃO POR CELULAS TRONCOS.
Será que o preconceito um dia vai acabar e que poderemos trata-lo (aleijado, deficiente, portador de deficiência ou qualquer coisa similar) como o que realmente ele é, vitima de um acidente ou outro evento qualquer limitante, e que precisa de uma certa ajuda para se tornar um ser realmente útil dentro de suas limitações?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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