... DE COITADINHO A SUPER-HERÓI: EXCLUSÃO
OBS: PARA MELHOR ENTENDER ESTA POSTAGEM LEIA A ANTERIOR QUE ESTÁ ABAIXO. OBRIGADO
Como disse na postagem anterior a tese, que não foi cientificamente provada, mas que pode ser constatada por qualquer pessoa que se interesse pelo assunto aliás, a televisão vem mostrando, de uma forma ligeiramente equivocada na novela “Viver a vida” (não é marketing, não) o PORTADOR DE DEFICIÊNCIA (no meu tempo hoje PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS), perde a sua condição de poder ser uma pessoa normal, com suas infelicidades, depressões, seus prazeres, alegrias e coisa e tal.
Pela minha tese (desculpe o termo) o aleijado, o resto é eufemismo que só serve para obscurecer o preconceito que existe de fato, só pode ser ou COITADINHO OU O SUPER-HERÓI. Ou ele fica num canto, escondido na maioria das vezes pela família, chorando a sua dor ou ele começa primeiro a dar declarações do tipo “a deficiência me fez ver a vida de uma forma melhor” ou começa a matar um leão por dia, primeiro se livrando dos cuidados familiares excessivos e posteriormente se dedicando a fazer feitos espantosos, como pular de asa delta,se matando de trabalhar de dia e noite, tentando ser melhor que qualquer trabalhador normal e vai por aí a fora tentando mostrar que apesar da sua limitação ele pode ser melhor que os demais mortais. Nesta escalada de “feitos” ele talvez, conseguirá os seu minutos de glória. E por falar nisso, por onde anda a professora que num certo fim de ano perdeu as duas pernas, quando foi atropelada no mar, por um irresponsável, que deve estar impune, e que apareceu em toda mídia nacional como uma grande heroína?
Na realidade a sociedade como um todo, sempre procurou e procura esconder o seu preconceito, com eufemismo do tipo mudar o nome ao se referir as pessoas que fogem ao padrão considerado normal. Assim o negro já foi por muito tempo chamado de colored, moreninho etc. O cego de ceguinho e vai por aí afora. Hoje o outrora chamado de deficiente (de qualquer tipo) virou PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS até quando não se sabe, mas que virou, virou. E assim, procedendo, esconde o pior a EXCLUSÃO, esta sim, é cruel, pois, impede que o diferente exerça com dignidade a sua diferença. Veremos que a tal famosa PARAOLIMPIADAS seria uma bela forma de inclusão pelo esporte, já traz em si mesmo o princípio da exclusão.
Você não acha que o eportista, diferente ou não, é um ESPORTISTA?

Sim eu concordo, pois apartir do momento que se pratica um esporte esportista é, independente da sua deficiência-eficiência.
ResponderExcluirAbraços Letícia!
SEU COMENTÁRIO É MUITO BOM, TODOS ESPORTISTAS SÃO ESPORTISTAS, O QUE EXISTE SÃO DIVISÕES POR CATEGORIAS E DE GÊNERO (MASCULINO E FEMININO). NÃO EXISTE PARA-ESPORTISTA, PORTANTO NÃO DEVERIA EXISTIR A PARA-OLIMPIADA, E, SIM UMA OLIMPIADA ONDE TODO OS PRATICANTES DOS ESPORTES OLIMPICOS ESTIVESSEM PRESENTES, NA MESMA POMPA E CIRCUNSTÂNCIA, APENAS DIVIDIDO PELAS DIFERENTES CATEGOTIAS.
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