OBS: ESTAMOS FALANDO EM FASES DE INSTALAÇÃO DE UMA DEFICIÊNCIA, CASO O LEITOR QUEIRA ENTENDER MELHOR LEIA O POSTs ANTERIORES A ESTES ABAIXO
Nesta fase, ou seja, quando uma deficiência se instala durante a 1ª infância, a situação se configura semelhante a fase anterior, muito embora o processo de culpa, o jogo das culpas possam em certa medida serem mais intensos, uma vez que o sentimento de que poderia ter sido evitado aparece de forma mais clara.
Acrescente-se a isto, o fato de que a criança, já tendo, certa consciência dos fatos poderá se sentir culpada ou intensamente magoada, o que poderá gerar ressentimentos, comportamentos de revolta ou completo desânimo pela vida. O pior é que todo esse quadro nem sempre é compreendido pelos familiares, dando origem a um círculo vicioso de desentendimentos muito prejudicial ao processo de adaptação/readaptação do portador de deficiência principalmente pela insegurança familiar que se sente como vemos nos depoimentos abaixo:
SAMUEL: “Não me lembro de ter me revoltado, mas teve uma fase difícil , sim e tive de trabalhar em cima disso, foi muito trabalho mesmo. A gente fica receoso de se comparar com outros garotos que vão crescendo.”
MARIZA: “O meu problema físico apareceu quando eu era pequena. Ele não atrapalha em nada. ... Não trabalho e não namoro. Se eu não fosse deficiente, seria melhor. Mas o que fazer? Deus quis assim, né? Porque você pode trabalhar, passear. É melhor mesmo não ter problemas.”
Observe que tanto, um como no outro depoimento, o desconforto com o problema aparece de forma muito evidente, porém sem condições de culpar alguém, coloca a causa na entidade divina de DEUS, como fez a MARIZA. Demonstra também que a idéia de que todos têm naturalmente, a capacidade para se adaptar e, viver uma vida, normal, dentro das suas limitações é, falsa. Fica claro que o que existe é uma triste acomodação ao seu estado, porém ,fica claro que uma aceitação plena da deficiência, não existe. Principalmente porque não existe um competente processo de adaptação/readaptação, que possibilite ao portador de deficiência entender melhor seu corpo e seus limites.
É importante notar também que na vida nada acontece muito por acaso, muito embora existam acontecimentos por fatalidades e que o aparecimento de uma deficiência na infância pode ter sua origem na história da dinâmica familiar, que deverá sempre ser estudada, antes de se fazer um diagnóstico e de (mais importante) fazer se um prognóstico. Se, não podemos afirmar que numa família onde ocorra uma deficiência, já havia problemas, podemos afirmar que, em uma família, onde a deficiência venha ocorrer,se não houver um bom atendimento por parte de uma equipe interdisciplinar, fatalmente problemas graves irão aparecer em sua dinâmica psicológica familiar.
Deixo claro que se bem atendida, logo na instalação da deficiência, tanto a criança como sua família poderão ter um prognóstico excelente já que todos sem exceção irão formando uma rede de adaptações às condições de vida com as suas limitações, maiores que as esperadas é claro, porém não impeditivas de se levar uma vida digna.
obs.: estes POSTs são extraídos do livro “A deficiência nossa de cada dia – de coitadinho a super-herói. De minha autoria publicado em 1992, e vai sendo revisado.
Nesta fase, ou seja, quando uma deficiência se instala durante a 1ª infância, a situação se configura semelhante a fase anterior, muito embora o processo de culpa, o jogo das culpas possam em certa medida serem mais intensos, uma vez que o sentimento de que poderia ter sido evitado aparece de forma mais clara.
Acrescente-se a isto, o fato de que a criança, já tendo, certa consciência dos fatos poderá se sentir culpada ou intensamente magoada, o que poderá gerar ressentimentos, comportamentos de revolta ou completo desânimo pela vida. O pior é que todo esse quadro nem sempre é compreendido pelos familiares, dando origem a um círculo vicioso de desentendimentos muito prejudicial ao processo de adaptação/readaptação do portador de deficiência principalmente pela insegurança familiar que se sente como vemos nos depoimentos abaixo:
SAMUEL: “Não me lembro de ter me revoltado, mas teve uma fase difícil , sim e tive de trabalhar em cima disso, foi muito trabalho mesmo. A gente fica receoso de se comparar com outros garotos que vão crescendo.”
MARIZA: “O meu problema físico apareceu quando eu era pequena. Ele não atrapalha em nada. ... Não trabalho e não namoro. Se eu não fosse deficiente, seria melhor. Mas o que fazer? Deus quis assim, né? Porque você pode trabalhar, passear. É melhor mesmo não ter problemas.”
Observe que tanto, um como no outro depoimento, o desconforto com o problema aparece de forma muito evidente, porém sem condições de culpar alguém, coloca a causa na entidade divina de DEUS, como fez a MARIZA. Demonstra também que a idéia de que todos têm naturalmente, a capacidade para se adaptar e, viver uma vida, normal, dentro das suas limitações é, falsa. Fica claro que o que existe é uma triste acomodação ao seu estado, porém ,fica claro que uma aceitação plena da deficiência, não existe. Principalmente porque não existe um competente processo de adaptação/readaptação, que possibilite ao portador de deficiência entender melhor seu corpo e seus limites.
É importante notar também que na vida nada acontece muito por acaso, muito embora existam acontecimentos por fatalidades e que o aparecimento de uma deficiência na infância pode ter sua origem na história da dinâmica familiar, que deverá sempre ser estudada, antes de se fazer um diagnóstico e de (mais importante) fazer se um prognóstico. Se, não podemos afirmar que numa família onde ocorra uma deficiência, já havia problemas, podemos afirmar que, em uma família, onde a deficiência venha ocorrer,se não houver um bom atendimento por parte de uma equipe interdisciplinar, fatalmente problemas graves irão aparecer em sua dinâmica psicológica familiar.
Deixo claro que se bem atendida, logo na instalação da deficiência, tanto a criança como sua família poderão ter um prognóstico excelente já que todos sem exceção irão formando uma rede de adaptações às condições de vida com as suas limitações, maiores que as esperadas é claro, porém não impeditivas de se levar uma vida digna.
obs.: estes POSTs são extraídos do livro “A deficiência nossa de cada dia – de coitadinho a super-herói. De minha autoria publicado em 1992, e vai sendo revisado.

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